11/10/2018

No dia do deficiente físico, é preciso debater políticas públicas

SinPsi

Nesse dia 11 de outubro, quando é celebrado o Dia Mundial do deficiente físico, é preciso debater o acesso, a inserção em instituições como escolas e mercado de trabalho e, por fim, debater o preconceito que essa parcela da população sofre.

De acordo com o Censo de 2010, o Brasil tem 45 milhões de pessoas declararam ter algum tipo de deficiência física. Ou seja, 23,9% de toda a população. Também de acordo com o Censo, 53,8%, em idade economicamente ativa, estava fora do mercado de trabalho. O que isso quer dizer? Temos muito o que melhorar no acolhimento, na inserção e no combate ao preconceito.

Superar a lógica capacitista e garantir acessibilidade.

Como estamos em época de eleição, o que seu (sua) candidato (a) a deputado (a) senador (a) fará em relação a essas milhões de pessoas? Nesse segundo turno, o que o seu candidato a presidente pensa sobre isso?

Na comparação entre os programa de Jair Bolsonaro e Fernando Haddad, há uma diferença gritante. No programa de Bolsonaro não contém as expressões ?deficiência? ou ?educação especial?. No de Haddad, há 22 vezes a palavra ?deficiência? aparece 22 vezes e são citados projetos específicos tanto na questão da educação especial, na afirmação de direitos e a necessidade de promoção da educação inclusiva de pessoas com deficiência.

Enquanto ainda era deputado, Jair Bolsonaro e seu filho, Eduardo, votaram contra a Lei Brasileira de Inclusão, que garante a igualdade, a não discriminação, acesso à saúde, educação, moradia, assistência, previdência social, cultura, trabalho, transporte lazer e esporte. Além da acessibilidade em todos os níveis.

Somente com educação e saúde pública de qualidade, geração de empregos e investimentos do estado é que podemos garantir uma vida digna para as milhões de pessoas com deficiência no Brasil. E isso só virá com democracia.